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Último dia de Super Bock com Super Hip Hop

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Último dia de Super Bock com Super Hip Hop

O último dia do festival Super Bock Super Rock ficou marcado por ser o dia com mais hip hop de sempre. Em praticamente todos os palcos montados no Parque das Nações saíam os ritmos e as sonoridades deste género que começa a construir o seu espaço e a ter uma grande relevância em Portugal.

Slow J abriu o palco Antena 3, com Fred Ferreira na percussão e Francis Dale nas teclas. Rendido ao público que se foi juntando no espaço e na escadaria em frente ao palco, J afirma: “Nunca na minha vida fui tão bem recebido. Hoje cumpro mais um sonho: tocar no mesmo dia que Kendrick Lamar.”, prosseguindo com o tema “A Origem”. Com o recinto do palco Antena 3 completamente lotado, Slow J admite que “Estava com medo por ser às 18h30 mas fogo… Vocês são rijos.” Segue-se Mike El Nite, vestido com a camisola da seleção, numa alusão à vitória no Euro 2016. Cumprimenta o público e até fez uma versão da música “Já Não Posso Mais” dos Santamaria. “Vocês estão felizes ou não?”, pergunta Mike. Entra o instrumental e em jeito musical começa “Se estás feliz bate palmas, se estás feliz bate palmas”. O público responde rapidamente à pergunta do artista com uma salva de palmas ritmada. Mike El Nite fez jus ao cântico oficial do Super Bock Super Rock, “e foi o Éder que os f@&%#.”, por norma cantado pelo público. Desta vez com direito a instrumental os portugueses, e não só, ficaram em delírio ao poder cantar este mítico cântico com uma banda a ajudar.

Os Orelha Negra abrem o Palco Super Bock no último dia de apenas hip hop no palco principal mas sem deixar cair a cortina. Veem-se as silhuetas de Samuel Mira, Fred Ferreira, Dj Cruzfader, Francisco Rebelo e João Gomes com um inteligente jogo de luzes. Parece quase uma introdução, aguardando que a sala se vá compondo visto que são os primeiros a subir ao palco da MEO Arena. Contam-se 10 minutos depois, tempo suficiente para deixar a plateia em pé composta, Orelha Negra cumprimentam o público com o sample “Meu people, Lisboa! Quero ouvir barulho!” e baixam, por fim, a cortina. Seguem-se todos os grandes sucessos da banda portuguesa, desde “Throwback” até ao instrumental de “Solteiro”. “Isto é o passado no futuro. ON 2016”, garante o sample seguinte. É essa a missão de Orelha Negra. Pegar nas marcas que o passado deixou e transformá-las que nos atiram a todos para o amanhã. Perto do fim escuta-se o novo single, “Parte de Mim”. Não se esperava outra coisa. É “ON 2016”!

O grande motivo pelo qual o dia 16 de julho se adivinhava esgotado no Parque da Nações tem apenas um nome: Kendrick Lamar. Em três dias de festival só vi a sala da MEO Arena assim para o concerto do rapper, completamente cheia. Foi, sem dúvida, um momento histórico numa celebração de hip hop, mas também de soul e jazz. No “backdrop” nas suas costas ficou no ecrã o concerto inteiro a frase “Look both ways before you cross my mind” de George Clinton, uma influência para Kendrick. Toda a performance torna-se incrível com o controlo que possui sobre a banda, fazendo sinais para parar e retomar, controlando assim os seus versos e deixando a sua mensagem pairar sobre aquela sala completamente lotada. Perplexo com o que estava à sua frente, 10 minutos após entrar em palco pára para observar a multidão de olhos postos sobre a sua pessoa. Depois de alguns êxitos como «Swimming Pools», «m.A.A.d City» e «Money Trees» sem esquecer «Bitch Don’t Kill My Vibe», o Mr. Lamar volta a parar o concerto e enquanto era aplaudido pelos fãs portugueses ficou rendido e benzeu-se, seguido de um beijo para todos nós. Acredito que cada pessoa dentro daquela sala diante de Kendrick o sentiu, de uma forma ou de outra. Em jeito de agradecimento. De bênção por estar a viver aquele momento connosco. Um concerto não decorria de forma normal nesta edição do Super Bock Super Rock se o público não cantasse, mais uma vez, o cântico oficial do festival “e foi o Éder que os f@&%#.” Kendrick puxou pelo público enquanto este saltava de forma ritmada. Tocou no coração e agradeceu. Mais tarde desaparece. A banda volta, puxa pelo público e dança em cima do palco. O rapper volta com «King Kunta», «I» e «Alright» e ainda com a banda a lançar as últimas notas dirige-se para os fãs portugueses: “I’ll-be-back.”, prometendo voltar. E desaparece. Como se não fosse real. Mas é. E esperemos que cumpras essa promessa, King Kendrick. Todos queremos voltar a ver-te em solo nacional.

Terminou assim a 22.ª edição do Super Bock Super Rock, com um dia nada “rockeiro” mas muito, muito bom. Notou-se! Pela lotação esgotada. Será o caminho do festival, cada vez menos rock no Parque? Veremos para o ano.

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